Medalha de Bravura da Guerra do Paraguai

Pelo Decreto nº 4131 de 28 de março de 1868, foi criada a Medalha de Mérito para aqueles que se distinguiram por bravura em qualquer ação de guerra. Esta foi uma demonstração pública dada pelo Imperador, de quanto o mesmo apreciava o valor das praças das forças em operações contra o Governo do Paraguai.

Na época, era o Comandante em Chefe o Marechal Marques de Caxias, e era este quem fazia a concessão da referida medalha. Em vista a retirada de Caxias, o Imperador autorizou o Marechal de Campo Guilherme Xavier de Souza, Comandante em Chefe Interino das forças em Operações contra o Governo Do Paraguai, a conceder a medalha em seu nome. Em seguida, com a escolha do Conde D´eu para dirigir a guerra, foi dada autorização para que o mesmo prosseguisse com a concessão.

A medalha foi cunhada em bronze, pendente do lado esquerdo do peito, com fita de três listas iguais, sendo vermelha a do centro e verde as extremas. A medalha era igual para todos os indivíduos agraciados, independente de posto ou do feito de bravura.

Para aqueles que tiverem mais de um feito de bravura, para lhe seria entregue um passador com a inscrição de data / época de cada feito meritório. Os nomes dos agraciados eram publicados na Ordem do Dia do Exército, com declaração das vezes em que o combatente foi remunerado com a medalha.

Pelo Decreto de nº 4143, de 5 de abril de 1868, tornou-se extensiva a entrega da medalha aos militares da Armada Nacional (Marinha), sendo autorizado o então Comandante em Chefe da Esquadra em Operações Contra o Governo do Paraguai, o vice-almirante Visconde de Inhaúma, a concedê-la aos que se mostraram dignos por bravura.

No anverso da medalha apresenta-se troféus militares (duas bandeiras, canhão e 15 balas, tambor, ...). Na borda, dentro de um circulo, as inscrições: “Exército em Operações Contra o Governo do Paraguay”. No reverso há a inscrição “Recompensa á Bravura Militar”, e na orla, dentro de um circulo, “Decreto de 28 de Março de 1868”. As dimensões são: 32 x 25 mms.

Existem dois cunhos para esta medalha, sendo um com a data do Decreto errada, sendo 23 ao invés de 28 de março. As que possuem data certa foram cunhadas pela Joalheria  Barão de São Victor.

Com referência aos passadores fabricados em prata, conhecemos dois cunhos e as seguintes datas: 6, 11, 25 e 27 de dezembro de 1868, e 12 e 16 de agosto de 1869. É possível que existam outras datas. Alguns bravos substituíram seus passadores por um só, com a inscrição “Reiterados actos de Bravura”.

Pelo Decreto de 6 de junho de 1888, referendado pelo Ministro da Guerra Thomaz José Coelho D´Almeida, a Princesa Imperial Regente (Princesa Isabel), em nome do Imperador, concedeu a todos os oficiais que obtiveram promoção por ato de bravura na Campanha do Paraguai, a Medalha de Mérito, desde que o militar não tivesse recebido anteriormente.